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Capítulo 1: Eu, Eu mesmo e Nhanderecó.

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Sem nenhuma fiscalização policial fui seguindo pela ponte e vualá, oficialmente me encontrava em Portugal, em terras lusitanas! Meu terceiro país! No começo dessa aventura eu costumava falar “Bonjour”, passando para “Buenos Dias” e agora seria “Bom Dia”. Bom dia, Portugal! Aliás, era quase boa noite já!


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Bora descer Portugal. E para o primeiro dia na terra das sardinhas eu teria a companhia do polemão Martin. No começo do caminho até Ponte de Lima, que, como reza a lenda, seria um dos vilarejos mais antigos de Portugal (senão o mais antigo!), o trajeto foi um tanto quanto cansativo, algumas subidas bem chatas, e mal sabia eu que esse dia seria o começo de muita chuva de verão que me encharcaria pelos caminhos portugueses até Porto.


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Depois saímos do mercado e paramos num café mais próximo, pedimos um cafezinho com leite (muito barato também), e devoramos nossos quitutes! Após o segundo café da manhã, seguimos viagem em direção a Viana do Castelo, a estrada dessa vez foi bem tranquila, seguindo um rio e sem subidas. A praça central estava muito bem decorada com fitas coloridas, referente à festa de Todos os Santos, ou festa de São Jõao, que ocorre em junho, muito bonito. Logo após girar pelo centro, subimos em direção à atração principal da cidade, a Basílica de Santa Luzia. Subimos de bonde, preguiça mesmo, era um morro muito longo e íngreme. A Basílica de Santa Luzia contém quatro faces iguais e fica lá no alto da cidade, e já da parte de cima é possível ter a vista do Oceano Atlântico debruçando suas águas sobre a areia da cidade.

Visão da Basílica

Subinnndoo ↑


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A chegada em Braga foi bem torrencial, com mais chuvas e muita subida até a região central. Na cidade estava comemorando a típica festa de São João, mas a decoração é um tanto diferente da qual usamos no país tupiniquim. Morria de fome e uma janta típica portuguesa seria a pedida da vez, e claro, tinha que ser num boteco português! E não só tive a janta num boteco, como de quebra assisti ao jogo da seleção portuguesa pela Eurocopa junto aos portugueses ali presentes. A janta estava ótima por sinal, pedi um prato chamado Francesinha, veio muito bem servido e saboroso, acompanhado por um suco de laranja natural e um cafezinho no fim, tudo muito bom e barato! Já me sentia muito em casa em Portugal, bigodudos!

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Tinha planejado visitar a principal atração de Braga antes de seguir rumo a Guimarães, e adivinha qual era a principal atração da cidade? Adivinhou! Igreja! O monte de Bom Jesus. Eu só não imaginava que para chegar lá eram vários morros, e claro, a chuva começou a cair novamente!

E lá vamos nós ↑


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Guimarães é tida como a cidade berço de Portugal, porque ali acredita-se ser onde nasceu o primeiro rei de Portugal, Afonso Henrique, que venceu a batalha contra as tropas dos barões portucalenses na Batalha de São Mamede, considerada o principal evento que deu origem ao reino de Portugal. E era bem isso que eu via andando pelas estreitas vielas do centro, suas casas antigas e obscuramente belas. E no castelo de Guimarães tinham bandeiras e escritos “Dia 1 de Portugal”, fazendo referências a essa história. Charmoso pequeno centro de Guimarães.


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Caminho bem tranquilo até Porto, só os caminhões e os carros na estrada que atrapalharam um pouco, estradas bem ruins por sinal, sem acostamento e toda cheia de trincos, cada vez mais Portugal me fazia lembrar do Brasil. Chegando em Porto fui direto para um albergue de peregrinos, talvez o último albergue para peregrinos que dormiria, €5 pila, bicho. O quarto ficava numa casa de pedra descendo umas escadas na parte de fora do prédio principal, que ficava lá em cima. Deixei minhas coisas no quarto compartilhado e fui andar pelas redondezas. Quando visitava um local chamado Palácio de Cristais (que não tinha palácio, muito menos cristais), descobri que haveria vários eventos na cidade para os próximos dias, devido ao verão e à festa de São João, até um festival de cerveja iria rolar, belezura!

Delicioso Bolinho de Bacalhau direto da fonte!


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Na quarta-feira pela manhã começamos oficialmente o nosso pedal juntos, foi um mês inteiro conversando sobre isso com ela, e finalmente poderíamos concretizar o que tanto conversávamos! Em Figueira da Foz chegamos até que cedo ao camping, ajeitamos nossas coisas e saímos para curtir a praia, ficamos o dia inteiro torrando no sol e depois paramos para curtir mais um jogo da seleção de Portugal pela Eurocopa junto a inúmeros outros torcedores portugueses.


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Seguimos pedalando sentido Peniche e no meio do caminho percebemos que já era tarde e que não valeria a pena pagar por um camping, então paramos em algum lugar perto de São Martinho do Porto, onde estávamos, e acampamos na praia, não exatamente na areia perto do mar, mas meio escondido em meio a vegetação. Pôr do sol foi lindo acompanhado de uma noite bem calma. Confesso que nessas horas eu me arrependia de não ter uma boa câmera fotográfica para registrar esses momentos, mas ficou tudo registrado em minha memória e em palavras no livro.

Aquela refrescada pelo meio do caminho.


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Já em Peniche ela viu num pôster na parede do supermercado que tinha uma ilha, Berlenga, e sugeriu fazermos um tour por lá. Super aceitei na hora! Portanto, teríamos que passar duas noites na cidade, e assim foi.

Barco de Peniche até Berlenga.

Jão Frango aderiu ao grupo e me seguiu desde então.


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Continuamos pedalando, descendo a costa portuguesa, linda por sinal! Já em Ericeira, decidimos parar para comer algo, cidadezinha era tão bonita e simpática que decidimos ficar por lá mesmo.


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